Pages

terça-feira, 28 de abril de 2015

Lançamento do livro "Estalos e Faíscas das Asas do Vento" do poeta Marcos Peralta


Contagem regressiva para o Lançamento do livro "Estalos e Faíscas das Asas do Vento", do poeta Marcos Peralta, dia 30 de abril, às 16h na Praça Piedade. O lançamento, aberto ao público, acontece durante a realização da 9ª Edição da retomada da Praça Nacional da Poesia: A Piedade - Sarau - Além das Sete Praças promovido pelo Coletivo Poesia. Além das Sete Praças, contará com participação da Conexão Estalos e Faíscas, do grupo musical Som De Cumbia e dos poetas Walter César, Semírames Sé, Luciana Estrela e Tiago Gato Preto, Simone Sento Sé, dentre outros trovadores.


A Feira do Livro na UFBA é dia 30/04. Não Percam!

Clique na imagem para ampliar

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Fundação Pedro Calmon lança II Concurso para Escritores Escolares de Poesia e de Redação 2015

Na manhã desta quinta (23), foi lançado o II Concurso para Escritores Escolares de Poesia e de Redação 2015, iniciativa da Diretoria do Livro e da Leitura da Fundação Pedro Calmon/SecultBA que tem como objetivo sensibilizar os estudantes para o ato da escrita criativa, revelar novos talentos e promover a integração entre as escolas das redes pública e privada do estado. Em 2014, o Concurso premiou nove estudantes e concedeu três menções honrosas. O lançamento do Concurso ocorreu na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato (Nazaré) e tem inscrições gratuitas abertas até o dia 25 de maio.

O concurso é voltado para estudantes do Ensino Fundamental I, II e Médio e de acordo com regulamento cada estudante poderá se inscrever com apenas um poema e/ou uma redação − ficcional ou não e de temática livre – e as obras devem ser inéditas, ou seja, não podem ter sido publicadas, impressas, e/ou classificadas em qualquer outro concurso. A professora da Creche Escola Andree Maguil, de Simões Filho, que estava presente no lançamento, já se prepara para inscrever seus alunos. “Lá sempre buscamos levá-los a espaços culturais para ampliar a formação. Temos muitos lá que adoram escrever e vamos inscrevê-los”, contou. Uma delas é Vitória Nicole, de 8 anos, que já tem seu tema. “Adoro escrever e penso em escrever sobre a Emília. Gosto muito dela”, disse a pequena.

Para João Vanderley de Moraes Filho, diretor do Livro e da Leitura, a ação é uma política pública que visa criar um impacto nas crianças e jovens, envolvê-los no ambiente da leitura e levar este estímulo para as famílias. “Os ganhadores levam livros como premiação e isso já vai atingir toda a família. Assim, envolvemos os espaços onde se constroi leitores, na biblioteca, em casa e na escola, que é onde se tem o maior índice”, frisou. Os vencedores em 1º lugar ganham 100 livros, o 2º ganham 75 e o 3º leva 50 livros para casa. Os que ganham Menção Honrosa também serão premiados, com 50 livros. Acesse o REGULAMENTO AQUI.


Texto: Cintia Souza

Debate levantou temática dos direitos autorais em tempos do e-book

A Diretoria do Livro e da Leitura (DLL) da Fundação Pedro Calmon/SecultBa, responsável pela execução de políticas públicas de fomento ao livro, realizou na tarde desta quinta-feira (23), uma mesa redonda com o tema “O direito autoral nos tempos do e-book”. O evento, que aconteceu na Sala Alexandre Robatto (Barris), contou com a participação do distribuidor de livros, Primo Maldonado, do jornalista e presidente da União Baiana de Escritores (Ubesc), Roberto Leal, e do doutorando em direitos autorais e culturais (UFBA), Eduardo Gomes. Mediados pelo diretor da DLL, João Vanderlei de Moraes Filho, os participantes discutiram as vantagens e desvantagens da produção literária digital do ponto de vista autoral.

O jornalista e presidente da Ubesc, Roberto Leal trouxe à discussão a dificuldade enfrentada pelo autor independente na publicação de seus primeiros trabalhos. “Direitos autorais, na minha visão hoje, só cabem àqueles escritores e autores, que têm nome, que vendem muitos livros, que tem contratos com grandes editoras. Autores novos, que tem muitas vezes que pagar do próprio bolso sua publicação, não tem direitos autorais”, afirmou Roberto Leal. “Como pagar direitos autorais a um escritor independente que não vende e que luta para divulgar o seu trabalho?”, questionou. O jornalista esclareceu, ainda, que a publicação digital é a opção mais viável encontrada por muitos autores iniciantes.

Já o distribuidor de livros, Primo Maldonado chamou atenção para a necessidade de criação de políticas de formação do autor e do leitor. “Quando surgiram as tecnologias, como o e-book, surgiram também as dúvidas se o livro de papel iria suportar a concorrência, mas hoje se fala do calvário do livro digital, enquanto não se tem dúvidas de que o livro impresso irá prevalecer. A principal questão para mim é a formação do autor e do leitor. Precisamos de políticas de formação como a criação de escolas de escritores, encontros, reuniões, etc.” afirmou Maldonado, que ainda falou sobre a necessidade de encontrar formas de atrair o leitor, acima da necessidade de se discutir o formato da obra em si.

O doutorando em direitos autorais e culturais, Eduardo Gomes, tirou dúvidas do público presente acerca do tema, do ponto de vista legal, além de esclarecer os direitos envolvidos na produção intelectual. João Vanderlei de Moraes Filho, diretor da DLL e mediador do debate, disse que o encontro faz parte de um conjunto de estratégias e ações para o desenvolvimento de políticas para a democratização do acesso ao livro e à leitura, a promoção da leitura como prática social e o desenvolvimento da economia do livro. João Vanderlei afirma que a escolha do tema partiu da observação de que se diminuiu o hábito da leitura de livros, porém, houve um crescimento no número de leitores digitais e na produção de textos para o meio virtual. “Hoje você pode criar um blog ou utilizar das redes sociais e do meio virtual para isso. Mas como é que fica esse texto? A quem pertence, se uma pessoa chega lá e absorve o seu texto? Muitos autores hoje já não publicam mais o seu texto impresso, preferem publicar digitalmente, ou em blogs. E esse encontro veio para discutir essas especificidades, esses direitos de produção e acesso”, concluiu João.

Texto: Jamile Menezes
Fonte: http://www.fpc.ba.gov.br/debate-levantou-tematica-dos-direitos-autorais-em-tempos-de-e-book/















quinta-feira, 16 de abril de 2015

Escritores Escolares da Bahia: Fiquem de olho no período de inscrição

Clique na imagem para ampliar

Livros são "esquecidos" na cidade de São Paulo

Não estranhe se, a partir do dia 23 de abril, você encontrar um livro em um banco do metrô, de um ônibus, em uma estação rodoviária ou até aeroporto. Pode pegá-lo e levar, pois ele foi "esquecido" de propósito para incentivar a leitura. Mas não se esqueça de depois da leitura deixá-lo novamente em qualquer local para que outras pessoas também o leiam. O projeto Viajando na Leitura, desenvolvido pelo Grupo Projetos de Leitura, com voluntários que deixarão os livros "esquecidos" por aí, espalhados pela cidade de São Paulo, se inicia em 23 de abril, dia em que é comemorado o Dia Mundial do Livro.

Serão utilizados no projeto 300 exemplares dos livros "Nos bastidores do cotidiano" e "Espiando o mundo pela fechadura". Na capa de cada livro contém um adesivo com a frase LEIA-ME E ME ESQUEÇA POR AÍ e na primeira página a informação ao leitor para que, após a leitura, "esqueça" o livro em outro local, para dar continuidade ao projeto. Para Laé de Souza, que é o coordenador do Grupo Projetos de Leitura, o estilo da obra utilizada contribui para o sucesso, uma vez que esses leitores "casuais" não são obrigados a ler o livro completo, pois as obras disponibilizadas apresentam crônicas com histórias curtas que podem ser lidas individualmente e de forma rápida. "Acredito que a única forma de incentivar o hábito da leitura é permitir que o leitor tenha um contato mais íntimo com o livro. É importante ler não só livros de conteúdo rebuscado, mas, histórias que aproximem o leitor da sua realidade", esclarece.

O escritor ainda resume a importância do projeto: "afinal a proximidade com o livro, permite que o indivíduo desenvolva melhor a sua ortografia, imaginação e criatividade, criar muitos universos e desfrutar de muitas histórias interessantes. Encontrar um livro por aí, pode criar curiosidade e despertar o interesse pela leitura. Por que não?"

Grupo Projetos de Leitura 
O Grupo Projetos de Leitura, que iniciou seu trabalho em 1998, reúne vários projetos de incentivo à leitura aprovados pelo Ministério da Cultura. Com sede em São Paulo, o Grupo atua em todo o território nacional desenvolvendo projetos sem fins lucrativos, com o objetivo de vencer um dos maiores desafios encontrados pelos professores e amantes da literatura: desenvolver o hábito da leitura.

Sobre o autor 
O escritor Laé de Souza é cronista, dramaturgo, Produtor Cultural, bacharel em Direito e Administração de Empresas, autor de vários projetos de incentivo à leitura, de livros infantis, juvenis e adultos e coordenador do Grupo Projetos de Leitura há dezessete anos. 

Mais informações:
www.projetosdeleitura.com.br
Telefones.: (11) 2743-9491 / 2743-8400

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Análise de preços de livros: novidades importantes e um erro persistente, por Felipe Lindoso

O Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel) e a Nielsen Bookscan apresentaram seu primeiro Painel das Vendas de Livros no Brasil. Trata-se de uma iniciativa importante e significativa. O Painel da Nielsen Bookscan tem como principal vantagem a medição direta, na boca do caixa, das vendas feitas pelas empresas que instalaram o programa em seus sistemas. Isso elimina a chamada expansão dos dados, mecanismo estatístico que permite inferir o resultado total a partir de uma amostra significativa.

Nesse sentido, temos dados de venda de livros com um grau de confiabilidade muito superior ao da pesquisa antiga feita agora pela Fipe, a partir de iniciativa que começou lá nos anos 1990. Nessa pesquisa – que até agora era iniciativa conjunta da CBL e do SNEL – as editoras preenchem formulários com as informações pertinentes, que são então processadas. São dados, portanto, provenientes dos produtores (editoras), que declaram suas vendas para o governo (em vários níveis) e para o mercado, seja diretamente para as livrarias ou para os distribuidores. Além das vendas, essa pesquisa produz resultados sobre a produção (títulos e exemplares). As vendas para o Governo Federal são precisas – é o FNDE que informa, detalhadamente, a quantidade de exemplares adquiridos e o valor pago.

A primeira e mais notável diferença, portanto, é a do universo dos informantes. A pesquisa da Nielsen Bookscan informa a quantidade de ISBN comercializados, e não a quantidade total de títulos produzidos naquele período.

Um dado importante a se considerar na pesquisa da Nielsen Bookscan é o universo das empresas que fornecem os dados. É constituído integralmente pelas grandes redes, seja de livrarias, seja de supermercados (que já fornecem informações para a Nielsen relacionadas com outros produtos, como eletrodomésticos, etc., e há muito mais tempo). As livrarias independentes estão totalmente fora desse universo (e também, geralmente, não têm condições econômicas de comprar as informações completas que a Nielsen vende para grandes empresas, editoriais ou não. Mas essa é outra discussão).

Essa característica do levantamento não é sem consequências. Quando a Nielsen menciona que seus dados não são expandidos, quer dizer efetivamente que as informações dadas por seus parceiros não passam por esse processo. Mas é importante notar que o desempenho do conjunto do mercado editorial vai além das grandes redes, notadamente as livrarias independentes e as vendas para entidades públicas fora do governo central. Estados (principalmente São Paulo, mas não exclusivamente), e municípios de vários portes, compram livros, seja para as escolas, seja para bibliotecas. O segmento do porta-a-porta também fica fora da pesquisa, e vem crescendo significativamente nos últimos anos.

A ausência das livrarias independentes e do porta-a-porta pode até não ser muito significativa em termo dos valores totais movimentados (mais uma vez, sem quantificar essa diferença, tudo é chute, suposição). Mas, sobretudo, não engloba o conjunto do fenômeno da bibliodiversidade da nossa produção editorial. As livrarias independentes – até por conta das dificuldades impostas em termos de descontos e prazos pelas editoras – não vendem tantos best-sellers, mas (suponho) vendem muitos títulos em áreas não necessariamente cobertas pelas vendas nas grandes redes. Para citar um segmento importante (e sempre mal-estudado), o dos livros religiosos. O livro do bispo Macedo e dos padres “estrelas” já escaparam dessa categoria, mas isso não significa que sejam insignificantes as vendas – de títulos e exemplares – de uma enorme quantidade de outros autores. Além dos livros religiosos, áreas como educação, psicologia, ciências sociais, quase seguramente estão sub-representadas nas vendas das grandes cadeias.

Uma ferramenta interessante da pesquisa da Nielsen Bookscan é a que permite estabelecer os descontos oferecidos pelos varejistas. A Nielsen sabe o preço de capa “oficial” e coleta os preços efetivamente praticados. Ou seja, os descontos dados pelos varejistas informantes, na média. É um dado importante. No entanto, mais uma vez, não se sabe até que ponto isso representa em termos de médias nacionais, já que a experiência mostra que o desconto nas livrarias independentes é geralmente menor (e não por vontade delas, diga-se, e sim pelas condições impostas pelas editoras e distribuidoras aos pequenos varejistas).

Um dado ausente, e que talvez possa ser recuperado na pesquisa da Nielsen Bookscan, é o do ticket médio, principalmente se for dividido por canais (grandes redes, em geral, e varejo eletrônico). Esse dado permitiria um acompanhamento de quanto os consumidores de livros estão dispostos a pagar em cada compra de livros. Fica a sugestão.

Essa informação é diferente do principal problema da pesquisa da Nielsen Bookscan, assim como o da pesquisa Fipe-CBL/Snel, que é a insistência no mito de que o faturamento reflete “preços médios” de livros.

Isso é um absurdo total, que persiste nessas pesquisas certamente por insistência das entidades, que pretendem “provar” continuadas diminuições do “preço do livro” no Brasil.

Essa brincadeira (para não usar outros adjetivos) pretende insinuar – esse é o verbo – que o “preço médio” dos livros pode ser inferido com a soma do preço de um livro de R$ 50,00, mais um de R$ 100,00, dividido por dois. Multiplique-se a variedade de preços de livros e divida-se pelo número de exemplares vendidos e se acha o tal “preço médio”.

No dia 7 de dezembro de 2011 publiquei um post, no blog O Xis do Problema sobre o assunto.

Essa história, sinceramente, me cansa. Por isso, tomo a liberdade de reproduzir abaixo os trechos principais do meu raciocínio, nada esotérico.

Antes disso, porém, quero deixar clara minha satisfação com a iniciativa do Snel de fazer o convênio com a Nielsen Bookscan. Os dados são significativos e precisos – desde que se leve em conta suas características, e a ênfase na importância dos metadados para a qualidade das informações retoma um tema sobre o qual também venho insistindo muito.

Mas, vamos ao trecho em questão. Lembrem, o post é de dezembro de 2011 e se intitulava “’Preço médio’ dos livros: uma ficção aritmética”.

“Preparei uma tabela hipotética considerando uma lista de best-sellers, o desconto de 50% sobre o preço de capa, um número de exemplares vendidos e o faturamento das editoras por título.

Ficou assim:




Na segunda coluna, depois do “nome do livro”, temos o preço de capa; na terceira, a quantidade de páginas; na quarta, o faturamento bruto da editora por exemplar; na quinta, uma projeção de quantos exemplares se venderam em um ano; e, na sexta, o faturamento bruto total da editora por cada livro.

Ou seja: para um milhão de exemplares vendidos, teríamos um “preço médio” para as editoras, de R$ 18,20. Reitero: preço médio para as editoras porque é disso que trata o cálculo da pesquisa. Os preços reais praticados nas livrarias podem variar muito mais, dependendo dos descontos que cada rede consiga, etc, etc.

Vejam bem, nessa tabela só considero duas variáveis: o número de páginas por livro e o preço de capa. Não considerei o formato nem o tipo de papel usado.

Vamos imaginar que, no ano seguinte, livros com as mesmas características (número de páginas e preço de capa) entrassem na lista de best-sellers. Não os mesmos livros, mas outros, repito, com as mesmas características. Só que em posições diferentes na lista, quer dizer, no n&uac

Ficaria assim:




Vejam bem. São livros com exatamente a mesmas características. Só mudou sua “posição” na nossa lista de best-seller e, por conseguinte, a quantidade de livros vendidos. E só aí teríamos um “preço médio” quase 5% mais baixo.

Pensem agora em quase 50 mil títulos por ano (na verdade a quantidade de títulos disponíveis a cada momento é muito maior), com características diferentes, preços diferentes, descontos para livrarias diferenciados, quantidade vendidas diferentes de cada título e fica evidente apenas uma coisa: “preço médio” baseado na divisão do faturamento por unidades vendidas é apenas e tão somente conversa para boi dormir.

Essa conversa sonolenta continua embalando bois e outros ruminantes.



Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil pode ser um país de leitores? Política para a cultura, política para o livro, pela Summus Editorial. Mantêm o blog www.oxisdoproblema.com.br


Fonte: 
http://www.publishnews.com.br/telas/colunas/detalhes.aspx?id=81354#.VSapNu8gDoo.facebook

sexta-feira, 6 de março de 2015

Dica de leitura: "Trato de Levante"


Como dica de leitura e aquecendo blog para o Dia Nacional da Poesia (14/03), apresentamos o livro "Trato de Levante", lançado no segundo semestre de 2014, que em sua narrativa conta a história de Valentina, uma poetisa que viajava o mundo  querendo se encontrar. Tudo muda no dia em que ela soube que uma revolução popular havia se instalado no sudoeste do Paraná, vencido a reação e instaurado um regime anarquista à sombra das araucárias. Valentina aportará na região inssurecta trazendo consigo uma segunda e necessária revolução.

"É uma espécie de poesia em forma de romance, ou mesmo um romance em forma de poesia." grifo do autor.

O livro pode ser adquirido pela internet, no site da editora Patuá por R$35 ou baixado gratuitamente pelo MediaFire.

Abaixo você pode conferir duas poesias do livro que se tornaram músicas, publicadas no canal de vídeos Youtube.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Crescimento do mercado literário na Índia e crítica sobre acesso ao livro





Em matéria publicada pelo jornal Financial Times e replicada ontem (09/02) na Folha de São Paulo, o texto apresentado pelo jornalista James Crabtree aborda a ascensão de uma geração de escritores indianos de sucesso popular e a rápida mudança no setor na Índia. Confira aqui.

Já no blog do professor André Lemos, o leitor acompanhará uma crítica sobre o acesso ao livro, além de obter dicas de leitura para o final das férias. Acesse aqui.



sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Diretoria do Livro e da Leitura promove campanha de incentivo à leitura entre funcionários

Marcando uma importante etapa de democratização de acesso e valorização da leitura, a Diretoria do Livro e da Leitura (DLL) da Fundação Pedro Calmon/ Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (FPC/ Secult) através da campanha “Leia e Passe Adiante”, promove o projeto de doação de 03 exemplares de livros para os servidores da FPC. Como forma de difundir a circulação do livro e promover a leitura e as publicações da FPC entre os servidores, o espaço foi criado na DLL, onde os servidores podem encontrar livros de cordel, romances, livros sobre a história da Bahia, cultura negra dentre outros.

O diretor do Livro e Leitura João Vanderlei de Moraes Filho, destaca a proposta de doação. “Visa incentivar o hábito de litura na Bahia e manter em circulação livros de diversos gêneros literários entre o maior número possível de leitores servidores”.

Renato Ribeiro, designer gráfico da Assessoria de Comunicação da FPC, aprovou a iniciativa. “O melhor de tudo, para além da aquisição em si, é a possibilidade de aumentar nosso repertório de histórias e conhecimentos”, frisou Ribeiro.

A DLL também disponibiliza, diariamente, o espaço “(En) canto da Leitura”, desde dezembro 2013 para os funcionários, que busca inserir a leitura no cotidiano dos profissionais que atuam na FPC. A técnica em assuntos culturais da FPC, Leila Protázio Badaró de Almeida já leu mais de sete livros no espaço “(En) canto da Leitura”. “Muito interessantes e estimulantes esses projetos. Normalmente pego dois livros por mês, e gosto do que falam, do passado da nossa história”, enfatizou Protázio.


Os projetos ficam no edifício sede, na Av. Sete de setembro (centro), ambas iniciativas estão em consonância com o Plano Estadual do Livro e Leitura da Bahia (2013-2022).



Texto: Nerivaldo Goes
Fotos: Nerivaldo Goes/ Graça Câmara



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Feira do Livro na UFBA



Em sua última edição do ano, a Feira do Livro promovida mensalmente pela Diretoria do Livro e da Leitura (FPC), acontecerá na UFBA, Campus de Ondina. O evento, que será realizado dia 11 de dezembro das 9h às 18h, contará com os livros de autores baianos lançados pela Fundação Pedro Calmon juntamente com livreiros e editoras como Edufba, Seg-livros dentre outras. Os livros serão vendidos a preços populares como forma de incentivo a autores baianos e promoção do livro e da leitura.



O que: Feira do Livro na UFBA
Quando: 11 de dezembro 2014 das 09h às 18h
Onde: UFBA Campus Ondina
Quanto: Livros à partir de R$5

Texto: Bruna Leite

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Narrativas Poéticas em Videoarte desde a América Latina

Clique na imagem para ampliar

Vai acontecer no dia 27 de novembro (quinta-feira), das 16h às 18h30, na Biblioteca Juracy Magalhães Jr - Itaparica, a palestra-mostra-debate "Narrativas Poéticas em Videoarte desde a América Latina"

O objetivo palestra-mostra-debate é promover a troca sobre os processos propostos por este projeto, compartilhando a investigação artística, desde sua elaboração inicial, passando pelas etapas de produção e criação, até a realização de videoarte e participação nos festivais e mostras. A proposta também é promover o debate sobre a presença da arte em nossas vidas, as formas e métodos de criação em videoarte, o pensamento latino-americano e a relação arte e cultura.

O compartilhamento dessa discussão e reflexão é um estímulo à promoção da pesquisa no campo das artes, à criação poética em videoarte e ao intercâmbio com outros lugares e culturas, promovendo uma reflexão sobre o nosso contexto de vida e nossas possibilidades e estratégias para possíveis investigações artísticas.

Além de Itaparica o projeto passará por Salvador, Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Porto Seguro e Itabuna.

Serviço:
Palestras do projeto “Narrativas Poéticas em Videoarte desde América Latina”
Autora: Silvana Rezende
Co-autora: Karina Rabinovitz

Data: 27 de novembro de 2014 (quinta-feira), das 16h às 18h30
Local: Bibliioteca Juracy Magalhães Jr. - Rua Ruy Barbosa, s/n, Centro, Itaparica/BA

Mais informações:
Silvana Rezende – (71) 8142-5903 / Karina Rabinovitz – (71) 8163-5864

Livro Autores Baianos: Um Panorama será lançado no ICBA

Clique na imagem para ampliar
A Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia (Secult/BA), através da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), da Fundação Pedro Calmon (FPC) e de sua Assessoria de Relações Internacionais, investindo na internacionalização e difusão da literatura baiana, promove o lançamento do 2º volume do livro Autores Baianos: Um Panorama. O evento vai acontecer no dia 25 de novembro (terça-feira), às 19 horas, no Goethe-Institut/ICBA (Corredor da Vitória), aberto ao público. A publicação em quatro idiomas (português, inglês, alemão e espanhol), neste novo número, apresenta 12 nomes que representam a atual produção literária da Bahia. A proposta é de que a obra seja utilizada em iniciativas de difusão em feiras e eventos literários internacionais, com distribuição estratégica, direcionada a agentes literários e editoras. 

A lista de autores participantes, de distintas gerações, perfis e gêneros, é formada por Antonio Brasileiro, Cyro de Mattos, José Carlos Limeira, José Inácio Vieira de Melo, Lande Onawale, Laura Castro, Luciany Aparecida Alves Santos, Marcus Vinicius Rodrigues, Maria da Conceição Paranhos, Mariana Paiva, Narlan Matos Teixeira e Tom Correia. Eles foram indicados por uma comissão especializada, composta por Aleilton Fonseca, Florentina da Silva Souza, Jailma dos Santos Pedreira Moreira, João Vanderlei de Moraes Filho, José Castello, Kelvin dos Santos Falcão Klein, Milena Britto e Rachel Esteves Lima, que também selecionou mostras dos trabalhos dos artistas para compor a publicação. Os textos são acompanhados por uma minibiografia.

Sobre o 1º volume do livro Autores Baianos: Um Panorama – Em outubro de 2013, o Brasil foi o país homenageado naFeira do Livro de Frankfurt, o maior encontro mundial do setor editorial. Esta ocasião foi palco do lançamento do 1º volume do livro, que reuniu 18 autores: Adelice Souza, Aleilton Fonseca, Állex Leilla, Antonio Risério, Carlos Ribeiro, Daniela Galdino, Florisvaldo Mattos, Hélio Pólvora, João Filho, Karina Rabinovitz, Kátia Borges, Lima Trindade, Luís Antonio Cajazeira Ramos, Mayrant Gallo, Myriam Fraga, Roberval Pereyr, Ruy Espinheira Filho e Ruy Tapioca. O livro foi difundido em outras feiras literárias e distribuído para editores, instituições e jornalistas especializados. A edição também foi enviada para grandes jornais, bibliotecas e universidades do Brasil e do exterior, além da Feira de Guadalajara, no México, evento de muita relevância para o mercado ibero-americano. Agentes literários de expressão, editoras estrangeiras que trabalham com literatura brasileira na Alemanha, Suíça, Itália, Reino Unido, França, Espanha e Argentina, centros de estudos literários brasileiros e tradutores literários de vários países também receberam o material.

Fonte Portal Secult/BA

Premiação de escritores escolares ocorreu na Sala Alexandre Robatto

Os vencedores do 1° Concurso Escritores Escolares de Poesia e de Redação 2014 foram premiados na tarde da última sexta, na Sala Alexandre Robatto (Barris), em solenidade especial, na data em que se comemorou o Dia Nacional da Alfabetização (14/11). Idealizado pela Diretoria do Livro e da Leitura (DLL), unidade da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, estavam presentes na mesa de abertura a formadora do Gestar da Secretaria de Educação (SEC), Carolina Oliveira, o escritor mirim Lucas Yuri, a escritora Célia Silva e o diretor do Livro e da Leitura, João Vanderlei de Moraes Filho.

Estudante do colégio Mundo Mágico, na cidade de Santo Estevão (BA), Raquel Oliveira Rocha, 13 anos, foi à primeira colocada na categoria ‘Redação’. Fã de livros de suspenses e romances, ela explicou sobre seu tema. “Surgiu de um sonho e fala das relações familiares e do cuidado que devemos ter com os nossos pais e parentes. Acho muito importante esse concurso, porque estimula os estudantes a desenvolverem o contato com a escrita e com a leitura”.

Ganhadora na categoria ‘Poema’ e também de Santo Estevão (BA), a estudante Cintia Barbosa Leite, 13 anos, do colégio Mundo Mágico, estava muito contente com a premiação. Ela explicou que reescreveu seu texto muitas vezes até chegar à conclusão.  “Escrevi muito e de diversas formas meu poema. Às vezes ficava pensando sobre o poema mesmo fazendo coisas que não tinha nada a haver com a escrita, então foi uma surpresa muito feliz ser uma das ganhadoras”.
“É sempre muito bom participar de eventos como este. Isso atesta e estimula a nossa produção, por isso, desejo boa sorte a todos vocês e que essa seja a primeira vitória de muitas outras que vocês viram a ter”, disse o escritor mirim Lucas Yuri em sua fala aos premiados.

Neste dia, o diretor do Livro e da Leitura, João Vanderlei de Moraes Filho, fez uma homenagem ao poeta Dámario Dacruz, recitando o poema “Todo Risco”. A formadora do Gestar da Secretaria de Educação (SEC), Carolina Oliveira, também recitou textos de sua autoria e a escritora Célia Silva falou sobre a democratização de ensino da religião candomblé nas escolas. Os vencedores do 1° Concurso Escritores Escolares de Poesia e de Redação 2014 receberam certificados e os kits-livros, além disso, ocorreu o lançado do E-Book “Olimpiadaxé dos orixás”, da escritora Célia Silva. O público assistiu ao vídeo da campanha “Leia, Passe Adiante”, que visa promover e mantê-los em circulação livros de diversos gêneros literários entre o maior número possível de leitores.

Confira abaixo as fotos do evento de premiação.

Texto/ Fotos: Nerivaldo Goes















segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Videoconferência | Rede Nordeste do Livro, Leitura e Literatura


A Rede Nordeste do Livro, Leitura e Literatura (RNELLL) promove nesta quinta-feira (13/11), das 14h às 17h uma Videoconferência que pretende reunir as cadeias do setor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (LLLB) da região Nordeste, colocando em pauta os assuntos importantes relacionados ao setor, como: Informes Gerais e da DLLLB; Prestação de contas dos membros do Nordeste no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura e no Conselho Nacional de Políticas Culturais; Informes e discussão da eleição para o Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura, que irá acontecer no primeiro semestre de 2015; VI Fórum da RNELLL, que acontecerá na XI Bienal Internacional do Livro do Ceará em dezembro/2014; Espaço Coletivo da RNELLL para a exposição de pequenas e médias editoras durante a XI Bienal Internacional do Livro do Ceará e discussões sobre a participação da RNELLL em Feiras, Bienais e Eventos Literários no Nordeste.

Os escritores, livreiros, editores, gráficos, capistas, tradutores, bibliotecários, mediadores de leitura, ilustradores, gestores estaduais e municipais e interessados em participar da videoconferência devem enviar um e-mail para roberto.minc@gmail.com até às 12h do dia 12 de novembro, informando o seu nome completo, RG ou CPF e a cidade. Os encontros acontecem nas salas do Banco do Nordeste (BNB) das capitais da região e vestá sendo mobilizado pela rede Nordeste (RRNE/MinC) e Bahia/Sergipe (BA-SE/MinC) do Ministério da Cultura.

Confira e endereço da videoconferência na Bahia:

Av. Manoel Dias da Silva, 2450 - Pituba, Salvador/BA

II Fórum de Legisladores Culturais da Bahia


Começam hoje (10/11) e vão até o dia 14 as inscrições para o II Fórum de Legisladores Culturais da Bahia. O evento será realizado entre os dias 17 e 18 de novembro na Biblioteca Pública do Estado da Bahia - Sala Luiz Orlando .

O objetivo do encontro é a formalização de uma rede de legisladores em cultura para trabalhar de forma articulada na Bahia, no intuito de fomentar e fortalecer a institucionalização, regulação e fomento das políticas públicas de cultura.

O Fórum será composto de discussões a respeito de legislações culturais, sistemas municipais de cultura, território de identidade e redes culturais, além de encaminhamentos para a organização e estrutura do Fórum.

Durante a primeira edição do evento, realizada em Feira de Santana entre os dias 10 e 11 de setembro deste ano, no Centro de Cultura Amélio Amorim, foi apresentado como resultado das discussões, um plano de ação com vistas à consolidação do Fórum de Legisladores Culturais, que será socializado com os participantes desta segunda edição.  Para se inscrever basta acessar a página oficial do evento

Confira abaixo a programação completa:

17 de novembro
8:00 – Credenciamento

8:30 – Apresentação da Escola de Dança da Funceb

8:40 – Saudação da Comissão do Fórum                                                  

9:00 – Políticas Culturais na Bahia e no Brasil
            Albino Rubim – Professor e Secretário de Cultura do Estado da Bahia

10:00 – Apresentação do blog

10:30 – Intervalo

10:45 – Cultura como direito
   Ana Aragão – Professora Mestre e Pesquisadora de Direitos Culturais

12:00 – Almoço

14:00 – Sistemas Municipais de Cultura e Territorialização da Cultura
            Sandro Magalhães – Professor e Superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura

16:00 – Intervalo

16:15 – Compartilhamento de experiências legislativas  na área cultural na Bahia e no Brasil

18:00 – Encerramento

18 de novembro
09:00 – Credenciamento

09:30 – Organização de redes culturais
               Messias Bandeira – Professor Doutor da UFBA
                       
10:30 – Intervalo

10:45 – Organização e estruturação do Fórum

12:00 – Encerramento


Texto: Bruna Leite

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Cerimônia de premiação do I Concurso Escritores Escolares de Poesia e de Redação 2014


No Dia Nacional da Alfabetização (14/11), quando se comemora a importância do ensino para o desenvolvimento do indivíduo, a Diretoria do Livro e da Leitura (DLL), unidade da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, realizará, às 16h, na Sala Alexandre Robatto (Barris), a cerimônia de premiação do I Concurso de Escritores Escolares de Poesia e de Redação – 2014.

Neste dia, haverá um bate papo com a participação de Daday Sales, coordenadora do Gestar/Secretaria de Educação do Estado, Caroline Oliveira, formadora do Gestar-SEC/BA, do escritor mirim Lucas Yuri, da escritora Célia Silva e João Vanderlei de Moraes Filho, diretor do Livro e da Leitura da Fundação Pedro Calmon.
Na ocasião, será feita a premiação e entrega dos certificados aos premiados, além do lançamento do E-Book Olimpiadaxé dos orixás, da escritora Célia Silva.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Exposição REVISTAS LITERÁRIAS BRASILEIRAS - SÉCULO XX Acervo Paulo Cezar Alves Custódio - Paco Cac



A partir desta terça-feira, 04 de novembro, o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, dentro da programação da 60ª Feira do Livro de Porto Alegre, abre suas portas para a Exposição Revistas Literárias Brasileiras - SÉCULO XX.

Alguns exemplares e reproduções de capas das revistas brasileiras mais icônicas e representativas dos movimentos literários que marcaram o século XX, tais como, Kosmos, Klaxon, Terra Roxa, Revista Antropofágica, Festa, Joaquim, Quixote, Noigandres, Praxis, Invenção, Navilouca, Ímã, Bric a Brac, PósTudo, Gandaia, Urbana, Medusa, Babel e tantas outras, estarão à disposição dos visitantes.

No dia 14 de novembro, para refletir sobre o tema "Revistas Literárias Ontem e Hoje", haverá uma mesa redonda com a presença de Luis Turiba, Douglas Machado e Ronald Augusto, com mediação de Alexandre Brito (Sala Leste - Santander Cultural, 17horas).

A Exposição REVISTAS LITERÁRIA BRASILEIRAS - SÉCULO XX, bem como a mesa redonda Revistas Literárias Ontem e Hoje, homenageiam a memória do poeta, professor, pesquisador e amigo, Paco Cac. Paulo César Alves Custódio, estudioso das revistas literárias brasileiras, reuniu ao longo da sua vida um acervo invejável. Uma pequena amostra deste tesouro está em Porto Alegre graças à amizade e generosidade de sua filha, Pilar de Freitas.




Fonte:https://www.facebook.com/photo.php?fbid=781129558599328&set=a.464089353636685.105024.100001068724940&type =1&theater

Cai número de leitores no país e metade não lê



A terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, a ser apresentada hoje na Câmara, revelou que a população leitora diminuiu no País. Enquanto em 2007 55% dos brasileiros se diziam leitores, hoje esse porcentual caiu para 50%.

São considerados leitores aqueles que leram pelo menos um livro nos três meses anteriores à pesquisa. Diminuiu também, de 4,7 para 4, o número de livros lidos por ano. Entraram nessa estatística os livros iniciados, mas não acabados. Na conta final, o brasileiro leu 2,1 livros inteiros e desistiu da leitura de 2.

A pesquisa foi feita pelo Ibope Inteligência por encomenda do Instituto Pró-Livro (IPL), entidade criada em 2006 por Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sindicato Nacional de Editores e Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares. "É no mínimo triste a gente não poder comemorar um crescimento", disse Karine Pansa, que acumula a direção do IPL e da CBL.

Participaram da apresentação representantes de entidades livreiras e do poder público, entre eles a ministra da Cultura, Ana de Hollanda. Ela destacou a importância do estudo para o direcionamento das políticas públicas do Minc e do Ministério da Educação. "Temos de ter um olhar da cultura que vai além do ensino e que abra os olhos para outras dimensões. O livro é que vai permitir a formação da cidadania", disse a ministra.

O levantamento foi realizado entre junho e julho de 2011, com 5.012 pessoas de 5 anos ou mais, em suas próprias casas. Todas as regiões do País foram incluídas e a margem de erro é de 1,4%.

Questões diversas

Para compor o mapa da leitura, questões diversas foram analisadas. Os principais motivos que mantêm leitores longe de livros são falta de tempo (53%) e desinteresse (30%). O livro digital, novidade deste ano, já é de conhecimento de 30% dos brasileiros e 18% deles já os usaram. A metade disse que voltaria a ler nesse formato.

A mãe não é mais a maior incentivadora da leitura, como aparecia na pesquisa passada. Para 45% dos entrevistados, o lugar é ocupado agora pelo professor. A biblioteca, tida como espaço para pesquisa e estudo, é o lugar escolhido para a leitura de um livro por apenas 12% dos brasileiros - 93% dos que leem o fazem em casa. Ter mais opções de livros novos foi apontado por 20% dos entrevistados como motivo para frequentar uma biblioteca. No entanto, para 33% dos brasileiros, nada os convenceria a entrar em uma.

Entre o passatempo preferido, ler livros, periódicos e textos na internet ocupa a sexta posição, com 28%. Na pesquisa anterior, o índice era de 36%.

Assistir à televisão segue na primeira posição, com 85% - em 2007, era a distração de 77% dos entrevistados.

Dos 197 escritores citados, os mais lembrados foram Monteiro Lobato, Machado de Assis, Paulo Coelho, Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade. Já os títulos mais mencionados foram a Bíblia, A Cabana, Ágape, O Sítio do Picapau Amarelo - que não é exatamente título de nenhum livro de Lobato - e O Pequeno Príncipe. Mas best-sellers como Crepúsculo, Harry Potter e O Monge e o Executivo também aparecem.



Autor: Maria Fernanda Rodrigues 
Fonte: Unisinos
http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=20752&cod_canal=35