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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Cadastramento do Vale-Cultura e o acesso ao livro no Brasil

 Câmara Brasileira do Livro

 Karine Pansa* 

Os resultados do cadastramento das empresas para a adesão ao Vale-Cultura, iniciado há pouco mais de dois meses, têm apontado que o programa será um sucesso em todo o Brasil. Deverá constituir-se em um avanço relevante para a disseminação do conhecimento a partir do ano novo. Vai-se materializando, dessa maneira, o propósito de ampliar o acesso da população à informação, literatura, notícias, filmes, arte e teatro, fator com impacto positivo direto na qualidade da vida e até mesmo em outros indicadores sociais. Afinal, um povo mais educado cuida melhor de sua saúde, valoriza o ensino, repudia a violência, a discriminação e a intolerância, trabalha com maior produtividade e tem mais consciência ambiental, cívica e política.

Essas são razões mais do que suficientes para evidenciar o significado do programa, a cargo do Ministério da Cultura. Trata-se de uma iniciativa que possibilitará aos trabalhadores brasileiros com renda mensal de até cinco salários mínimos, melhores condições de comprar mais livros, CDs, filmes e vídeos e de frequentar mais os cinemas, teatros, espetáculos de música e dança. Somente no primeiro ano de sua execução, se for mantido o ritmo atual de credenciamento de beneficiários, deverá ser contemplado um milhão de pessoas, com impacto bastante significativo na indústria cultural.

No caso do mercado editorial, por exemplo, se cada indivíduo inicialmente beneficiado comprar um livro por mês, serão 12 milhões de exemplares anuais. Esse movimento significa quase 5% dos 268,56 milhões vendidos em 2012 nas livrarias e outros canais de comercialização direta ao público final, conforme as estatísticas da última pesquisa sobre produção e vendas (referente ao desempenho setorial em 2012), realizada pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), para a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

Os 50 reais mensais a serem destinados a cada brasileiro contemplado com o Vale-Cultura viabilizarão sensível ampliação do consumo de livros, inclusive os técnicos e científicos, que contribuem para a melhor qualificação profissional e desenvolvimento das carreiras. Se levarmos em conta o cumprimento da meta final do programa, de abranger 42 milhões de pessoas, em todo o País, um livro por mês por trabalhador significaria 42 milhões de exemplares mensais, ou 504 milhões por ano. Este volume representa 87,66% a mais do que todos os livros vendidos no Brasil em 2012. Ou seja, o impacto no mercado editorial será muito grande. São raríssimos os setores de atividade, em todo o mundo, que têm a possibilidade de crescer cerca de 80% em espaço tão curto de tempo.

 Esses números permitem dimensionar de modo mais evidente o alcance do novo programa como indutor do conhecimento em nosso país. Agora, cabe ao mercado editorial cativar a expressiva parcela do público consumidor que passa a receber recursos específicos para a compra de itens da indústria cultural. Será muito importante a proatividade em termos de marketing, divulgação e estímulo ao hábito da leitura para que essa projeção de crescimento da demanda atrelado ao Vale-Cultura transforme-se, de fato, em uma expansão concreta da produção e comercialização de livros no Brasil.

Na esteira do processo de ascensão socioeconômica da população brasileira nos últimos dez anos, o novo programa cumpre a missão complementar de impulsionar a inclusão cultural, tão relevante quanto prioridades como saúde, escolaridade e mobilidade. A cultura é um pressuposto essencial da democracia, pois é condição indispensável para o exercício pleno da cidadania. O Vale-Cultura, portanto, está no caminho certo, pois contribuir para que a sociedade aproprie-se do patrimônio do conhecimento é um dever crucial do Estado.


*Karine Pansa, empresária do setor editorial, é presidente da Câmara Brasileira do Livro

Artigo publicado no Jornal Correio Braziliense em 31/12/2013

sábado, 11 de janeiro de 2014

Em 2013, entre os dias 16 e 17 de agosto, estudantes leitores e apreciadores de arte e cultura no sudoeste baiano, participaram da Jornada de Leitura de Poções


Entre os dias 16 e 17, leitores e apreciadores de arte e cultura no sudoeste baiano, participaram da Jornada de Leitura de Poções, uma iniciativa da Diretoria do Livro e da Leitura da Fundação Pedro Calmon/SecultBA. O evento, criado para estimular e difundir o hábito de ler, apresentou uma programação que envolveu oficinas de cordel, com o escritor Antonio Barreto, palestras e apresentações de grupos musicais. Duas das grandes atrações da Jornada foram as edições do projeto “Leituras Públicas”, reunindo quatro poetas que apresentaram ao público seus trabalhos mais significativos. Com mediação de Lana Sheila, no dia 16, os poetas locais Cristina Leilane e Elder Oliveira conversaram com seus leitores no Coreto da Praça. No sábado (17), foi a vez de Vitor Nascimento Sá e André Guerra, que teve mediação de José Inácio Vieira de Melo.

Texto - Tom Correia - ASCOM/FPC































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Primeira Feira Mensal de Livros do ano


A primeira Feira Mensal de Livros do ano acontecerá neste domingo, dia 12, das 9h30 às 17h, na Praça do Campo Grande, com a participação de livreiros e editores que irão comercializar livros a preços módicos com o objetivo de incentivar a leitura e difundir o livro. 

As editoras baianas que marcarão presença no local são a Livro.Com, Edufba, Selo Bazar 27, Editora Leya, Editora Cogito, Editora Expressão Popular, Cedraz, entre outras. O público, formado por pessoas de todas as idades, encontrará obras de diversos gêneros literários, entre infantojuvenis, romances e clássicos da literatura. 

A Feira Mensal de Livros do Campo Grande é organizada pela Diretoria do Livro e da Leitura (DLL), da Fundação Pedro Calmon, unidade da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia.

Serviço: O quê – Feira Mensal de Livros, Onde – No Campo Grande, dia 12, das 9h30 às 17h

Texto: Nerivaldo Goes