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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Fundação Pedro Calmon lança II Concurso para Escritores Escolares de Poesia e de Redação 2015

Na manhã desta quinta (23), foi lançado o II Concurso para Escritores Escolares de Poesia e de Redação 2015, iniciativa da Diretoria do Livro e da Leitura da Fundação Pedro Calmon/SecultBA que tem como objetivo sensibilizar os estudantes para o ato da escrita criativa, revelar novos talentos e promover a integração entre as escolas das redes pública e privada do estado. Em 2014, o Concurso premiou nove estudantes e concedeu três menções honrosas. O lançamento do Concurso ocorreu na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato (Nazaré) e tem inscrições gratuitas abertas até o dia 25 de maio.

O concurso é voltado para estudantes do Ensino Fundamental I, II e Médio e de acordo com regulamento cada estudante poderá se inscrever com apenas um poema e/ou uma redação − ficcional ou não e de temática livre – e as obras devem ser inéditas, ou seja, não podem ter sido publicadas, impressas, e/ou classificadas em qualquer outro concurso. A professora da Creche Escola Andree Maguil, de Simões Filho, que estava presente no lançamento, já se prepara para inscrever seus alunos. “Lá sempre buscamos levá-los a espaços culturais para ampliar a formação. Temos muitos lá que adoram escrever e vamos inscrevê-los”, contou. Uma delas é Vitória Nicole, de 8 anos, que já tem seu tema. “Adoro escrever e penso em escrever sobre a Emília. Gosto muito dela”, disse a pequena.

Para João Vanderley de Moraes Filho, diretor do Livro e da Leitura, a ação é uma política pública que visa criar um impacto nas crianças e jovens, envolvê-los no ambiente da leitura e levar este estímulo para as famílias. “Os ganhadores levam livros como premiação e isso já vai atingir toda a família. Assim, envolvemos os espaços onde se constroi leitores, na biblioteca, em casa e na escola, que é onde se tem o maior índice”, frisou. Os vencedores em 1º lugar ganham 100 livros, o 2º ganham 75 e o 3º leva 50 livros para casa. Os que ganham Menção Honrosa também serão premiados, com 50 livros. Acesse o REGULAMENTO AQUI.


Texto: Cintia Souza

Debate levantou temática dos direitos autorais em tempos do e-book

A Diretoria do Livro e da Leitura (DLL) da Fundação Pedro Calmon/SecultBa, responsável pela execução de políticas públicas de fomento ao livro, realizou na tarde desta quinta-feira (23), uma mesa redonda com o tema “O direito autoral nos tempos do e-book”. O evento, que aconteceu na Sala Alexandre Robatto (Barris), contou com a participação do distribuidor de livros, Primo Maldonado, do jornalista e presidente da União Baiana de Escritores (Ubesc), Roberto Leal, e do doutorando em direitos autorais e culturais (UFBA), Eduardo Gomes. Mediados pelo diretor da DLL, João Vanderlei de Moraes Filho, os participantes discutiram as vantagens e desvantagens da produção literária digital do ponto de vista autoral.

O jornalista e presidente da Ubesc, Roberto Leal trouxe à discussão a dificuldade enfrentada pelo autor independente na publicação de seus primeiros trabalhos. “Direitos autorais, na minha visão hoje, só cabem àqueles escritores e autores, que têm nome, que vendem muitos livros, que tem contratos com grandes editoras. Autores novos, que tem muitas vezes que pagar do próprio bolso sua publicação, não tem direitos autorais”, afirmou Roberto Leal. “Como pagar direitos autorais a um escritor independente que não vende e que luta para divulgar o seu trabalho?”, questionou. O jornalista esclareceu, ainda, que a publicação digital é a opção mais viável encontrada por muitos autores iniciantes.

Já o distribuidor de livros, Primo Maldonado chamou atenção para a necessidade de criação de políticas de formação do autor e do leitor. “Quando surgiram as tecnologias, como o e-book, surgiram também as dúvidas se o livro de papel iria suportar a concorrência, mas hoje se fala do calvário do livro digital, enquanto não se tem dúvidas de que o livro impresso irá prevalecer. A principal questão para mim é a formação do autor e do leitor. Precisamos de políticas de formação como a criação de escolas de escritores, encontros, reuniões, etc.” afirmou Maldonado, que ainda falou sobre a necessidade de encontrar formas de atrair o leitor, acima da necessidade de se discutir o formato da obra em si.

O doutorando em direitos autorais e culturais, Eduardo Gomes, tirou dúvidas do público presente acerca do tema, do ponto de vista legal, além de esclarecer os direitos envolvidos na produção intelectual. João Vanderlei de Moraes Filho, diretor da DLL e mediador do debate, disse que o encontro faz parte de um conjunto de estratégias e ações para o desenvolvimento de políticas para a democratização do acesso ao livro e à leitura, a promoção da leitura como prática social e o desenvolvimento da economia do livro. João Vanderlei afirma que a escolha do tema partiu da observação de que se diminuiu o hábito da leitura de livros, porém, houve um crescimento no número de leitores digitais e na produção de textos para o meio virtual. “Hoje você pode criar um blog ou utilizar das redes sociais e do meio virtual para isso. Mas como é que fica esse texto? A quem pertence, se uma pessoa chega lá e absorve o seu texto? Muitos autores hoje já não publicam mais o seu texto impresso, preferem publicar digitalmente, ou em blogs. E esse encontro veio para discutir essas especificidades, esses direitos de produção e acesso”, concluiu João.

Texto: Jamile Menezes
Fonte: http://www.fpc.ba.gov.br/debate-levantou-tematica-dos-direitos-autorais-em-tempos-de-e-book/