Pages

quinta-feira, 3 de maio de 2012

LIVRO BARATO E MÚSICA!


A Feira Mensal de Livros do Campo Grande, no próximo domingo, 6, promete ser muito boa. Além dos já conhecidos preços atraentes praticados por livreiros, distribuidores e editoras presentes, teremos música ao vivo e da melhor qualidade, com o grupo Jardim Baiano, cujo repertório inclui samba e MPB. Também os autores estarão presentes. Adelice Souza, Urânia Mota e Igor Rossoni autografarão seus livros mais recentes, publicados pelos editais da Fundação Pedro Calmon/SecultBA.

Não perca essa oportunidade de abastecer seu hábito de leitura a preços convidativos! Leve sua família à Feira Mensal de Livros do Campo Grande, animada, neste domingo, pela boa música do grupo Jardim Baiano e pela presença de importantes autores da literatura baiana.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

LIVRO-BRINDE NA FEIRA DE LIVROS!



Se você é docente da rede pública ou privada, atua no Ensino Médio ministrando aulas de Língua Portuguesa e/ou Literatura, então está apto a ganhar o livro Cenas brasileiras: ensaios sobre literatura, do prof. Igor Rossoni (Vento Leste, 2012).

Para ganhar é muito simples: dirija-se à sede da Fundação Pedro Calmon, na Av. Sete de Setembro, 282, Edf. Brasilgás, sala 605, das 14:00 às 17:00, portando contracheque atualizado, declaração das disciplinas lecionadas e sua identidade. Procure Cristina, preencha a ficha e pegue seu vale-livro.

Durante a próxima Feira Mensal de Livros, domingo, 6 de maio, no Campo Grande, das 9:00 às 17:00, você o troca no estande da FPC por um exemplar de Cenas brasileiras, e o leva para o autor Igor Rossoni autografar.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

NA CONTRAMÃO DA LEITURA

Gabriel, o "Pensador":  dono do cachê polêmico 
(Ana Nascimento/ABr)

O poeta e frasista gaúcho Fabrício Carpinejar criou um fato cultural mais relevante e atual do que a polêmica entre Caetano Veloso e Roberto Schwarz ao cancelar ontem, por meio de uma carta aberta, sua participação na Feira do Livro de Bento Gonçalves (RS). Motivo: a organização do evento acertou um cachê de R$ 170 mil com o rapper e autor de literatura infantil Gabriel o Pensador, depois de, alegando limitações orçamentárias, fechar com Carpinejar e outros escritores um pagamento de apenas R$ 1 mil.A questão é relevante porque acende um raro holofote numa zona de fronteira típica do ambiente literário dos últimos anos: aquela em que os velhos valores cabeçudos, introspectivos e desprovidos de vintém da leitura se cruzam com os da sociedade do espetáculo, essa senhora rica, espalhafatosa e desmiolada. Uma espécie de metáfora coletiva do casamento de Arthur Miller e Marylin Monroe.A tentativa de transformar escritores em atores e livros em objetos cênicos da grande peça que hoje se encena mundo afora, chamada “Celebridades”, tem promovido a proliferação de feiras e “festas literárias” pelo país, na esteira do sucesso da Flip. Isso faz de escritores viajantes contumazes e lhes proporciona uma bem-vinda fonte alternativa de renda. O que é bom, mas esbarra em alguns limites.Escritores, com raríssimas exceções, fazem uma figura pobre como astros pop. Mesmo quando desenvolvem um estilo performático, ebuliente ou histriônico de se apresentar no palco – e o próprio Carpinejar é um dos que se inclinam por esse caminho – costumam perder para qualquer cantor indie do YouTube. Isso não significa que a literatura esteja fadada à derrota, apenas que ela exige ser avaliada por outros critérios. Não é o que vem ocorrendo.Em nome do “incentivo à leitura”, promotores de cultura de diversos escalões têm optado por lotar auditórios de gente semiletrada ao contratar um nomão que sirva de isca – é disso que se trata no caso de Bento Gonçalves, embora o tratamento de “nomão” dispensado a Gabriel o Pensador cause estranheza. A suposição é que uma pequena parte do público, como migalhas caindo da mesa do banquete, chegará até as atrações menos dotadas de “celebridade”. Muitas destas aceitam o jogo perverso e participam de eventos do gênero sem ganhar um tostão, contentando-se com passagens e hospedagens.É uma regra do liberalismo econômico que cada um tem o direito de cobrar por seus serviços aquilo que toparem pagar. Tudo bem. Mas parece claro que um “incentivo à leitura” muito mais sério e eficaz – além de mais barato – seria promover a visita de escritores a salas de aula, por exemplo, combinada com programas de leitura e discussão. O problema é que isso não sai no jornal nem se encaixa na trama de “Celebridades”, aquela peça global.O caso Bento Gonçalves é uma boa oportunidade de abrir a discussão sobre essas questões. O jornal gaúcho “Zero Hora” vem acompanhando o caso.

Sérgio Rodrigues, do site TodoProsa